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PE NÁUTICA BLOG
- INFORMAÇÕES NÁUTICAS BY FABRÍCIO PERONI
GASOLINA...”SER
ADITIVADA OU NÃO SER... EIS
A QUESTÃO”.

Vamos falar um pouco sobre a gasolina
que você usa no seu motor. Será
que você sabe exatamente qual
a melhor gasolina? Aqui vão
algumas dicas bem úteis.
GASOLINA: Mistura de hidrocarbonetos,
em geral saturados, com quatro até
doze átomos de carbono, obtida
pela destilação fracionada
e pelo craqueamento do petróleo,
usada como combustível em motores
de explosão. A gasolina comercial
contém também olefinas,
hidrocarbonetos aromáticos
e naftênicos. O ponto de fulgor
é da ordem de -45°C e na
destilação passa entre
39°C e 204°C
ADITIVO: Substância
adicionada a uma solução
para aumentar, diminuir ou eliminar
determinada propriedade desta; agente
aditivo.
ÁLCOOL: Líquido
incolor, volátil, com cheiro
e sabor característicos, obtido
por fermentação de substâncias
açucaradas ou amiláceas,
ou mediante processos sintéticos,
utilizado com larga faixa de propósitos;
etanol, álcool etílico.
GASOLINA BRASILEIRA:
Segundo a Agencia Nacional de Petróleo,
a nossa gasolina tem 27% de Álcool
anidro (que não contém
água.), independentemente de
ser Premium, Comum Aditivada ou Comum,
por ser Álcool anidro tem a
capacidade de absorver água
da atmosfera (higroscópico
= material ou substância que
tem grande afinidade pelo vapor de
água, sendo capaz de retirá-lo
de uma atmosfera ou eliminá-lo
de uma mistura gasosa).
VIDA ÚTIL:
Segundo as Companhias Distribuidoras,
a gasolina tem uma vida útil
de 60 dias após o adicionamento
de Álcool, ou seja, na saída
da refinaria, somado ao tempo de transporte
mais o tempo no posto de gasolina,
chegamos a 30 dias com margem de segurança,
pois após este prazo a gasolina,
sofre um processo natural de oxidação
que leva à formação
de goma, que pode depositar-se no
sistema de alimentação
do combustível. O acúmulo
de goma pode levar a um mau desempenho
do motor.
GASOLINA COMUM, COMUM
ADITIVADA E PREMIUM.
As gasolinas são
classificadas, mundialmente, de acordo
com a sua octanagem.
A octanagem mede a resistência
da gasolina à detonação
(popularmente conhecida de "batida
de pino"), que leva à
perda de potência e, se de grande
intensidade e persistência,
pode causar sérios danos ao
motor. Segundo as Companhias Distribuidoras
as octanagens das gasolinas comercializadas
no Brasil são equivalentes
às das gasolinas encontradas
nos Estados Unidos e na Europa, ou
seja, a gasolina Comum brasileira
é equivalente às gasolinas
Regular americana e européia
e as gasolinas Premium têm o
mesmo nível de octanagem desses
países.
As gasolinas Comuns
e Comuns Aditivada possuem a mesma
octanagem. Elas diferem entre si pela
presença de aditivo. As Companhias
Distribuidoras colocam na gasolina
um aditivo tipo "detergente-dispersante"
que tem a função de
limpar e manter limpo todo o sistema
por onde passa a gasolina. Ao usar
uma gasolina Aditivada os motores
ficarão mais limpos e em melhores
condições de funcionamento,
e seu custo de manutenção
será menor. A gasolina Premium
possui maior octanagem que a gasolina
Comum. A Premium serve para qualquer
tipo de motor a gasolina, mas não
se obterá nenhum benefício
se o motor não exigir esse
tipo de gasolina. É recomendada
para motores que foram desenvolvidos
para uma gasolina de alta octanagem,
cujas principais características
são: alto desempenho, elevada
taxa de compressão, sensor
de detonação, etc. A
gasolina Premium também contem
o aditivo detergente-dispersante.
GASOLINA BRASILEIRA
X GASOLINA AMERICANA:
A grande diferença da nossa
gasolina é a presença
de Álcool na proporção
de 27% e a ausência do Chumbo
tetraetila que tem na gasolina americana,
o percentual de Álcool na gasolina
americana não passa de 10%.
A função do Chumbo como
do Álcool é aumentar
a octanagem, e o Álcool tem
a função antidetonante,
que previne uma pré-ignição
do combustível.
QUAL A GASOLINA RECOMENDADA?
A gasolina recomendada,
segundo as informações
acima é a PREMIUM, pois os
motores de popa e centro comercializados
no Brasil, foram desenvolvidos para
a mais alta octanagem possível,
sendo em alguns casos o uso de aditivos
extras, para melhorar a performace
do motor. Em segundo vem a gasolina
COMUM ADITIVADA e em seguida a gasolina
COMUM...MAS!!!!! Em vista que já
é notório que alguns
postos de gasolina, usam de “N”
artifícios para aumentar o
faturamento no combustível,
existe a famosa gasolina ADULTERADA.
Devemos sempre nos precaver e só
abastecer em postos de confiança
e de alta rotatividade, pois as batidas
de pino nos motores de centro são
menos prejudiciais que nos motores
de popa, já que o combustível
na grande maioria dos motores de popa
é o responsável por
“guiar” o óleo
2 tempos até as partes móveis
a serem lubrificadas.
É recomendável instalar
um filtro decantador (separador de
água) e revisá-lo a
cada 6 meses, e nunca deixar a gasolina
no tanque da lancha por mais de 3
semanas.
Em falar em óleo 2 tempos...Bom
isso é uma outra matéria,
fica para próxima!!!
Fonte: Paragon- tec.
O
Ajuste do power trim é fundamental
para obtero
máximo rendimento de seu barco.

O power trim é, provavelmente,
um dos controles mais confusos de
um barco motorizado e, no entanto,
é o que mais pode influir no
desempenho. Ele não deve ser
confundido com o power tilt, que é
simplesmente o recurso de erguer a
rabeta quando o barco é deixado
flutuando na marina ou conduzido numa
carreta. O power tilt apenas funciona
quando o motor está parado,
enquanto que o power trim ajusta o
ângulo da rabeta numa faixa
de movimento limitada, porém
com a possibilidade de ser modificado
em plena carga. Isto tudo pode ser
feito com a lancha navegando normalmente.
Quando você usa o power trim,
muda efetivamente o ângulo da
hélice, alterando seu ângulo
de empuxo. Como resultado, o trim
do barco proa/popa também é
alterado. O uso do power trim também
muda a profundidade de imersão
da hélice. O uso combinado
dos dois efeitos permite otimizar
a eficiência propulsiva do motor
e também o trim do barco. Ou
seja, permite que você alcance
o desempenho máximo.

O power
trim é encontrado tanto em
motores de popa como nos de centro
rabeta, e opera por meio de um pistão
que empurra a rabeta para dentro ou
para fora. Quando ela está
totalmente abaixada, o empuxo da hélice
encontra-se num ângulo ligeiramente
para baixo em relação
ao espelho de popa. Embora este empuxo
seja basicamente para trás,
empurrando o barco para a frente ele
contém um pequeno componente
de empuxo vertical que tende a erguer
a popa. Isso corresponde a um abaixamento
da proa, fazendo com que o barco navegue
mais horizontal. Conforme a rabeta
é movida pelo pistão
hidráulico, o empuxo torna-se,
a princípio, horizontal. Depois
direciona-se para cima. O resultado
é o recíproco abaixamento
da popa e o levantamento da proa.
" O power trim permite que a
rabeta fique totalmente abaixada,
posição ideal para a
largada ou levantada, para navegação
em águas rasas. "
Mover a rabeta para cima também
tende a levantar a hélice um
pouco, permitindo que ele gire mais
livremente e, até certo ponto,
opere apenas tocando a superfície.
Isso freqüentemente aumenta a
eficiência propulsiva. Quando
você inicia um planeio, ou faz
uma curva fechada, o ideal é
que a hélice esteja o mais
imerso possível, de modo a
proporcionar suporte para um empuxo
máximo com a menor possibilidade
de ventilação. À
medida em que a lancha entra em regime
de planeio, o empuxo direto ajuda
a manter a proa baixa, contrabalançando
a tendência natural da proa
erguer-se no planeio o que, em troca,
ajuda a fazer uma transição
mais suave.

Conforme a velocidade
aumenta, a rabeta do motor é
levantada, com o efeito de erguer
um pouco a proa, o que em troca altera
o ângulo de ataque entre a superfície
da água e o casco. Com a proa
erguida, a superfície molhada
do casco diminui, reduzindo o arrasto
e, portanto, melhorando o desempenho.
Isto, combinado com o efeito da hélice
funcionando mais próximo à
superfície, proporciona a maior
eficiência possível.
Porém, deve-se observar que
cada barco tem um determinado ângulo
na rabeta, ou no power trim, para
uma melhor performance. Você
precisa fazer experiências para
descobrir a posição
ideal. Além da velocidade,
a rotação do motor também
deve ser observada nesta situação,
porque com a carga menor no motor
proporcionada pela hélice junto
à superfície, a rotação
tenderá a subir. O objetivo
é encontrar a posição
que combine a maior velocidade com
o ponto de máximo torque do
motor.
O power trim pode ser eficiente em
qualquer barco a mais de 20 nós,
mas funciona melhor quando o barco
está numa velocidade elevada.
Aí você pode começar
a notar os efeitos físicos
do trim da rabeta. Pilotos mais experientes
podem julgar a partir da marola produzida
pelo barco se o trim está na
posição cometa. O que
deve aparecer é uma marola
branca e plana, sem borrifos jogados
para o alto. Muitas vezes pode-se
sentir o efeito do desempenho melhorado
mesmo sem olhar para os instrumentos.

O power trim também
existe nos sistemas de alto rendimento
que operam com as hélices de
superfície, mas neste caso
ele tem pouco efeito no trim do barco.
Com este sistema, ele é mais
usado para otimizar a posição
da hélice em relação
à superfície da água.
Agora, é importante observar
que, com estes propulsores, você
deve ser cuidadoso ao mexer no power
trim, pois corre-se o risco de tirar
a hélice da água e submeter
o motor à sobre-rotação,
com a sua conseqüente avaria
caso ele não tenha um limitador
de rotações incorporado.
Também há o risco de
abaixar o propulsor demais e assim,
submeter o motor a uma carga excessiva.
Portanto é recomendável
trabalhar com sensibilidade quando
atuamos com os controles de sistemas
de propulsão Arneson, Mondrive
ou similares. Quando eles são
empregados em velocidades muito altas,
a tendência é utilizar
transmissões Trimax ou Levi,
que possuem eixo fixo. Em suma, quando
navegar em mar agitado, durante as
curvas, ao manobrar no porto e ao
iniciar o planeio, você deverá
usar a tabela bem junto ao espelho
de popa. Somente erga a propulsão
quando estiver em linha reta e alta
velocidade, navegando em condições
relativamente calmas. Caso seu barco
possua as hélices contra-rotantes,
como no sistema Volvo DuoProp, o uso
do power trim é bem menos crítico,
porque esse tipo de hélice
tem características de torque
muito superiores. Você pode,
então, simplesmente ignorar
o power trim, a não ser que
deseje otimizar completamente sua
propulsão.
Fonte: Revista Náutica
Nautibrás
Dag Pike
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O
ENJÔO PODE SER EVITADO.
"Quem já ficou enjoado
a bordo sabe que não existe
nada pior do que
os seus efeitos. Saiba o que é
e o que fazer para evitar ou atenuar
as suas conseqüências."
O enjôo é o distúrbio
orgânico mais comum entre os
navegadores. Nove entre
dez que já foram ao mar experimentaram
suas conseqüências. Quase
todos lembram-se de pelo menos uma
viagem onde um tripulante ficou enjoado.
Apesar de existirem drogas anti-enjôo,
o melhor é adotar medidas preventivas.
Teoricamente qualquer um que possua
o ouvido interno íntegro (órgão
do equilíbrio) e que receba
de forma contínua um estímulo
não usual nestes receptores,
como por exemplo o balanço
do barco, poderá apresentar
o enjôo.
A sensibilidade é maior na
criança e declina com a idade
e com a familiaridade com ambientes
em movimento.

CAUSAS
DO ENJÔO
A origem do enjôo tem pequena
ou nenhuma relação com
o estômago. O enjôo ocorre
quando porções do cérebro
responsáveis pela manutenção
do equilíbrio recebem sinais
dos olhos, ouvido interno, músculos
e articulações de forma
desordenada ou combinada, mas incompatível
com o habitual.
No mar, a pane do cérebro
responsável pelo equilíbrio
recebe sinais sobre a posição
espacial do corpo conflitantes com
os padrões aprendidos. Em terra,
esses sinais são chamados de
"conflitivos" e desencadeiam
reflexos posturais no sentido de estabilizar
o olhar ou a visão. Quando
esses sinais aumentam e são
mantidos, ocorre também estimulação
do centro responsável pelo
vômito, causando o enjôo.
Geralmente, os primeiros sintomas
são bocejos, sonolência
seguida de fadiga e letargia. À
medida que os sintomas avançam,
surge um mal-estar gástrico
que se traduz em náusea, a
face se torna pálida, particularmente
na região ao redor do nariz
e boca, e as mãos e face ficam
frias. O próximo passo é
o aumento da náusea e na maior
parte das vezes o vômito se
toma inevitável.
PREVENÇÃO
E TRATAMENTO
Quando os primeiros sintomas aparecerem,
faça algo para combate-los.
Suba
para o deck, o que elimina o conflito
visual, ou fique à meia nau
ou na popa,
onde os estímulos
visuais conflitivos são menos
intensos. Use a técnica de
"olhar o horizonte" e procure
compensar antecipadamente o deslocamento
que será gerado. Não
é necessário ficar olhando
fixamente o horizonte. Olhe ao redor,
as ondas,
nuvens e mesmo os barcos que estejam
próximos.
Evite deitar ou ficar inerte na cabina.
Sente-se e deixe que a cabeça
e os músculos do tronco superior
balancem sobre o quadril. Antecipação
postural
é a cura natural do enjôo.
Quando acordar não fique muito
tempo na cabine. Vista-se logo, coloque
roupas fáceis de retirar, bem
ventiladas e adequadas
ao clima e, se necessário,
coma no deck.
O navegador deve evitar permanecer
muito tempo dentro da cabine. Suba
periodicamente para o deck e tente
manter o horizonte em sua visão
lateral, observando-o por uma escotilha.
Fique alerta com relação
aos primeiros
sintomas pois, quando percebidos no
início, podem ser reversíveis.
Outra
dica é evitar ou limitar a
ingestão de bebida alcoólica
e também comer moderadamente.
MEDICAÇÕES
As drogas anti-enjôo são
eficazes para diminuir a sensibilidade
do sistema nervoso central aos estímulos
causadores do enjôo ou abreviar
os sintomas quando já instalados.
A maior parte das drogas apresenta
como efeito colateral sonolência
e borramento da visão, motivo
pelo qual muitos navegadores relutam
em tomá-las. É necessário,
para melhor efeito profilático,
ingeri-las uma hora antes de sair
de viagem.
Estas drogas pertencem a dois grandes
grupos: antihistamínicos e
anticolinérgicos. Os antihistamínicos
(Dramim) podem ser consumidos por
via
oral ou intramuscular e têm
um efeito de seis a oito horas. Os
anticolinérgicos podem ser
comprados no exterior com o nome de
Transderm-Scop ou Scopolamine, e seu
uso é feito através
de fitas adesivas colocadas atrás
da orelha onde são absorvidas
pela pele. O seu efeito dura em média,
três dias. Outras drogas podem
ser usadas, mas sempre sob supervisão
médica. De qualquer forma,
é aconselhado procurar um médico
antes de ingerir qualquer medicação,
pois podem apresentar efeitos indesejáveis
e têm contra-indicações.
Dr. Fábio Tozzi é médico-assistente
da Divisão de Clínica
Cirúrgica do
Hospital Universitário, e o
Dr. Fernando Campos é médico-assistente
da Divisão de Clínica
Médica do Hospital Universitário.
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3-
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HÉLICES,
CONCEITOS BÁSICOS ( Parte 1)
Figura 1
Cada hélice é um compromisso:
algumas pessoas querem a máxima
velocidade, outras uma velocidade
econômica de cruzeiro, outras,
a maior aceleração possível
E bem capaz que hoje você tenha
o hélice "incorreto"
para o uso que você faz do seu
barco, mas talvez este seja o hélice
certo segundo o critério de
outra pessoa. A seleção
de um hélice influencia dramaticamente
nas características de manobra,
aceleração, velocidade
máxima, economia de combustível
e segurança. Com a combinação
certa de casco, motor e hélice,
um barco tem excelente performance.
Mas se não estiver correta,
consumo excessivo de combustível,
despesas com reparos e baixa performance
serão companheiras a bordo.
Quando se fala sobre hélices
surge uma quantidade enorme de nomes
e definições que deixam
as pessoas confusas quando tentam
conhecê-los pela primeira vez.
Se este é o seu caso, não
desista. A parte básica da
tecnologia que envolve a seleção
de um hélice não é
difícil de compreender. As
informações a seguir
irão ajudar a entender o que
se passa embaixo da popa, onde pitch
(passo), rake e diâmetro são
importantes.

Figura 2
Antes de conhecer as partes de um
hélice vamos ver como este
funciona. Para entender o conceito
de um hélice imagine uma fotografia
deste em movimento, exatamente no
momento em que uma das pás
está projetada direto para
você (fig. 1). Este hélice
está girando de cima para baixo
e da esquerda para a direita. Neste
caso a pá empurra a água
do mesmo modo como você faz
com a mão quando está
nadando. Se você tentar fazer
isto e prestar atenção,
verá que este movimento faz
com que a água na palma da
sua mão corre para ocupar o
espaço criado na parte de cima.
Pois é exatamente isto que
também acontece com o movimento
da pá de um hélice.
Este movimento cria uma diferença
de pressão entre os dois lados
da pá: uma pressão positiva
empurrando a pá no lado de
baixo e uma pressão negativa
puxando a pá no lado de cima.
Este efeito ocorre em todas as pás
ao mesmo tempo, com cada pá
puxando e empurrando água ao
mesmo tempo, através de um
tubulão imaginário um
pouco mais largo que o diâmetro
do hélice.
Agora que você já sabe
como um hélice funciona, podemos
ver suas partes componentes (fig.2)
Além disso, você deve
manter em mente alguns termos. Quando
se fala em dimensões de um
hélice, estas são expressas
em duas medidas: diâmetro e
passo (a não ser no caso de
hélices duplos ou ? dual props
--, que possuem um código específico).
Se seu hélice é um 14
x 21, isto quer dizer que ele possui
um diâmetro de 14 polegadas
e um passo de 21. Quanto ao diâmetro
não há dúvida,
é o diâmetro do círculo
descrito quando o hélice gira.
Já quanto ao passo, este é
a distância teórica que
o hélice percorre para vante
quando completa uma volta, do mesmo
modo como acontece com um parafuso
quando entra na madeira. Teórica
!? Sim, teórica porque todo
hélice escorrega, o que chamamos
de slip, o que não está
relacionado com ineficiência.

Figura 2A
Para dar uma idéia de como
isto acontece, quando você engrena
o motor de seu barco, o slip é
de 100% - o hélice está
girando rapidamente, mas o barco não
sai do lugar. Enquanto você
acelera, o slip diminui, mas sempre
existirá. Para barcos de lazer
este valor é da ordem de 10
a 15%. Em barcos de alta performance,
10% é um bom valor. Mas se
o barco é pesado e lento, o
slip ideal deverá ser da ordem
de 20 a 25%. De forma geral, barcos
mais lentos utilizam hélices
de grande diâmetro e passo pequeno,
o que fornece melhores resultados
em velocidades baixas, enquanto barcos
de planeio usam hélices pequenos
de grande passo, para alcançar
altas velocidades finais.
O passo de hélice poderia
ser comparado com a caixa de marchas
do motor de seu carro. Para um determinado
motor, com um certo RPM, quanto mais
rápido for o barco maior deverá
ser o passo do hélice. Se usarmos
um passo pequeno o giro ultrapassará
o limite recomendado, o que não
será nada bom para a vida útil
do seu motor. Você terá
uma ótima aceleração,
mas a velocidade final será
tão ruim quanto a eficiência
de seu hélice. Caso tenhamos
selecionado um hélice com passo
muito grande, quando o giro for baixo
estaremos forçando o motor,
criando um torque acima do previsto,
o que também não será
nada bom para a vida útil do
motor. Neste caso, a velocidade final
pode não ser prejudicada, mas
a aceleração será
seriamente reduzida.
Você deve estar pensando quanta
coisa está envolvida simplesmente
na rotação do hélice.
Ainda existem algumas situações
que devem ser esclarecidas, mas por
enquanto eu continuo a fazer as perguntas.
Você sabe para que lado gira
o hélice de seu barco ? Não
!? Então vejamos. Fique atrás
do seu barco e observe como o hélice
gira quando engrenado à vante.
Se este rodar no sentido horário,
o seu hélice roda no sentido
da mão direita ou possui uma
right-hand rotation. Caso gire no
sentido anti-horário, o giro
é no sentido da mão
esquerda ou left-hand rotation. Aproveite
que você deu uma olhada no hélice
e me diga agora quantas pás
ele possui. Três ? Pode ser.
Esta é a melhor combinação
entre vibração, tamanho,
eficiência e custo. Não
se desaponte se o barco do seu vizinho
tem quatro ou cinco pás. Existe
um hélice para cada objetivo,
então não se sinta mau
equipado se o seu possuir três
pás.

Figura 5
Teoricamente, o hélice mais
eficiente seria aquele que possuísse
uma única pá. Você
já viu algum !? Se por acaso
tivesse visto, veria também
como o casco vibraria. Então
um hélice com duas pás
uma balançando a outra, seria
mais eficiente. Mas ainda assim iria
provocar muita vibração.
Quanto mais pás, menos eficiência,
mas também menos vibração.
A diferença entre a eficiência
de um hélice com duas e um
com três pás é
bem menor do que a diferença
entre a vibração causada
por eles.
Bem agora que você já
sabe o básico, vamos esclarecer
algumas dúvidas. Como já
havia sido mencionado, existem dois
fenômenos distintos que ocorrem
nos hélices que são:
a cavitação e a ventilação.
Muitas pessoas pensam que elas são
a mesma coisa.
Qualquer um sabe que a água
se transforma em vapor a 100o C com
pressão ao nível do
mar. Mas a água também
passa ao estado de vapor em uma temperatura
bem menor se a pressão atmosférica
for baixa. Lembre-se do movimento
das pás, onde uma face está
com pressão reduzida. Pois
bem, quanto maior a velocidade da
água passando pelas pás,
menor será a pressão
na face posterior da pá, e
dependendo da temperatura, a água
poderá se transformar em vapor.
Isto se chama cavitação.
Uma vez geradas as bolhas de vapor
d?água, estas viajam pela pá
até o bordo de fuga onde a
pressão é maior. Nesta
região as bolhas são
comprimidas e implodem, voltando ao
estado líquido. A energia liberada
pela implosão das bolhas causa
a erosão das pás. A
causa da cavitação pode
ser alguma irregularidade no bordo
de ataque da pá, porosidade
na superfície da pá,
cup em excesso, ou até uma
pá mau projetada.
Já a ventilação
ocorre quando ar ou gases de descarga
são sugados pelo hélice.
Quando isto ocorre, não há
nada substancial para as pás
impulsionarem. Assim perde-se a tração
e o giro sobe. Com o aumento do giro
então aparece a cavitação.
A ventilação pode ocorrer
quando o ângulo de inclinação
do motor está excessivamente
alto ou quando se faz uma manobra
muito rápida.

Figura 6
Motores de popa e rabeta são
projetados com uma placa de antiventilação
logo acima do hélice muitas
vezes chamada erroneamente de placa
de cavitação ou placa
de anticavitação. O
objetivo desta placa é reduzir
a possibilidade do ar ser sugado da
superfície para as faces de
baixa pressão das pás
do hélice. Alguns hélices
também possuem um anel difusor
na extremidade do eixo para evitar
que os gases de descarga sejam sugados
pelas pás.
Agora falta saber os tipos de hélices
existentes, os materiais usados, como
seleciona-los. Aguardem a segunda
parte deste artigo.
Fonte: Nautibrás Revista Náutica
Fabrício Peroni.
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Hélices
– Como Selecionar – Parte
2
Para obter o melhor rendimento do
seu barco, é fundamental a
escolha do hélice ideal.
........... 
As figuras acima
- Hélice de pás tipo
cleaver, vista de trás e de
lado.
Dizem que solucionar e projetar um
hélice hoje em dia não
é mais nenhum mistério.
Bem, tenho que discordar. Que me desculpem
os fabricantes de hélices,
mas selecionar um propulsor correto
está mais para previsão
de meteorologia que para qualquer
outra coisa. Se ainda tem dúvida,
tente imaginar uma conversa entre
o cliente e os fabricantes do barco,
motor e hélice. Não
há nada mais comum que escutar
nestas situações que
o motor não atinge o número
de giros, ou passa de giros sem atingir
a velocidade desejada. Ou ainda, que
existe falta de potência devido
a um superaquecimento do motor. Os
argumentos prosseguem: uma elevada
contrapressão na descarga,
ou muito passo, pouco diâmetro
e até, finalmente, porque você,
pobre dono de barco, colocou equipamentos
demais.
Para quem estiver pensando em selecionar
corretamente um hélice, ou
re-propulsionar seu barco, sugiro
antes de qualquer atitude, contatar
algum expert. Existem, pode acreditar.
E muitos estaleiros tem capacidade
e experiência para entregar
um barco com o hélice adequado
à expectativa do cliente. Antes
de alguém fazer qualquer recomendação,
é bom saber como o barco será
utilizado ( para esquiar, passear,
pescar, ou um pouco de tudo?). Além
disso, deve se saber qual a motorização,
relação da caixa de
redução, rpm máxima
e de serviço. A forma do casco
e características de manobra,
tais como aceleração,
estabilidade e uso de trim tabs são
também importantes. E, por
último, é fundamental
saber o peso correto do barco. Assim,
não se esqueça de incluir
o número de tripulantes, equipamentos
e consumíveis a bordo.
Para começar a descobrir o
hélice que você precisa,
vamos dar uma olhada nas opções
de pás. Os hélices diferem
bastante devido ao formato de suas
pás. Entretanto, existem em
geral três tipos. O convencional
possui o contorno arredondado, um
ligeiro skew (veja a primeira parte
do artigo), e pode ter uma variedade
de formas dependendo da aplicação.
É projetado para operar totalmente
submerso, mas também pode ser
usado ligeiramente emerso com carregamento
leve. O tipo weedless é arredondado
e possui um grande skew. E, por fim,
o tipo cleaver (Fig. 8 e 9), no qual
os bordos de fuga das pás são
cortados em linha reta. Desta forma,
as pás do hélice cleaver
possui um bordo de ataque muito fino,
enquanto o bordo de fuga é
o mais espesso das pás. Este
é o tipo mais indicado para
hélices que cortam a superfície
da água, ou hélices
de superfície (Mondrive, Arneson).
As pás de um hélice
devem ser finas. O máximo possível
para serem realmente eficientes. Isso
se explica pelo fato de que quanto
mais fina for a pá, menos arraste
ela cria e mais rápida será
a velocidade do barco. Outra qualidade
fundamental de um hélice é
o seu peso. Quanto mais leve for o
hélice, mais depressa se alcança
o giro de operação e
mais rapidamente se consegue planar.
Peso do hélice e espessura
da pá estão diretamente
ligados com a seleção
do material de construção
do mesmo.
Então, qual será o melhor
material para se fazer um hélice?
Bem, há prós e contras
de alguns materiais. Hélices
de alumínio são leves,
fáceis de reparar e custam
bem pouco, mas o problema é
que geram muito arraste à base
espessa das pás. Já
os de aço inoxidável
possuem pás finas e são
extremamente duráveis, sendo
cinco vezes mais resistentes que as
de alumínio. Outra vantagem
é a excelente resistência
a corrosão. A desvantagem ?
Simples: são os hélices
mais caros do mercado.

A figura acima
- O piloto sentado a boreste compensa
o impulso rotatório de um hélice
girando em sentido horário
Existem ainda os hélices de
bronze, utilizados normalmente em
motores de centro de barcos de lazer
e pesca oceânica. São
três vezes mais pesadas que
os de aço inoxidável,
mas possuem a vantagem de serem propensos
a empenar do que quebrar devido a
algum acidente. Desta forma, basta
retira-los e usiná-los novamente,
com um custo bem menor do que os novos.
Além destes materiais, ainda
existe o hélice de plástico,
hoje produzido com sucesso pela Composite
Marine Propellers e Piranha Propellers,
fabricantes americanos. Este tipo
de material é mais resistente
a impacto que o alumínio, tem
a metade do peso e não oxida.
O ponto negativo é que se deforma
quando submetido a um grande carregamento,
restringindo seu uso a motores de
baixa potência.
Há também o DuoProps,
patenteado pela Volvo Penta e agora
desenvolvido também pela MerCruiser.
São dois hélices contra-rotantes
posicionados um à vante do
outro, com o objetivo de criar mais
impulsão e operar de forma
mais eficiente. Mais ou menos semelhante
à idéia dos torpedos
da II Guerra Mundial. Uma vez que
estes hélices giram em sentido
contrário um ao outro, o torque
lateral gerado pelo primeiro é
anulado pelo segundo. Assim, tanto
o hélice de vante quanto o
de ré são mutuamente
influenciados. O propulsor de vante
deve fornecer água para o de
ré, a fim de criar melhor impulsão.
Como a água é acelerada
pelo hélice de vante, o de
ré deve ter meia polegada a
menos de passo para movimentar a água
na mesma velocidade.

Figura
acima (esquerda)- Instalação
normal de motor de centro-rabeta.
Figura acima (direita)- Instalação
de motor de centro-rabeta com 1 a
3 polegadas de altura extra.
Existem poucas coisas piores em um
barco do que navegar com um hélice
inadequado. O uso de um hélice
errado pode não só prejudicar
o rendimento do barco, mas também
danificar o motor. Um hélice
que sobrecarregue o motor irá
transmitir esta carga para pistões,
eixo de manivela e mancais, superaquecendo
o motor. E você sabe o que acontece
quando o motor de seu carro ferve.
Por outro lado, se o hélice
for subdimensionado, o motor irá
trabalhar com rotação
acima da indicada. Isto pode danificar
peças por fadiga. Para a seleção
do hélice, os fabricantes publicam
diagramas e tabelas com os tipos recomendados
para cada faixa de velocidade e peso
do barco. Para a seleção
de hélices simples existem
tabelas que a partir da faixa de peso,
comprimento e velocidade do barco,
fornecem material, passo e diâmetro
ideais.
HÉLICES DE AÇO: DURÁVEIS,
ANTI-CORROSIVOS, PORÉM CAROS
Antes de tomar qualquer decisão
precipitada, existem alguns detalhes
que você certamente já
observou nos barcos e são decorrentes
da interação do casco,
motor e hélice. Vejamos alguns
deles:
Por que o torque do hélice
gera inclinação transversal
? Certamente você ainda se lembra
para que lado gira o hélice
do seu barco. Normalmente, os motores
de popa têm o hélice
girando no sentido horário,
olhando o barco por trás. A
resistência que a água
faz ao movimento horário do
hélice gera uma reação
no sentido contrário. Esta
reação faz com que o
barco tenha uma leve tendência
a adernar para bombordo. Para compensar
este efeito o assento do piloto deve
ser sempre posicionado a boreste.

Figura acima-
Efeito empurrando o motor para a direita.
Qual a altura correta de instalação
do motor? A instalação
convencional de um motor consiste
em posiciona-lo com a placa anti-ventilação
na mesma altura do fundo do casco
quando o eixo do hélice estiver
paralelo ao fundo (fig. 11 e 12).
Para aplicações de baixa
velocidade e alto carregamento, costuma-se
afundar de 1 a 2 polegadas para reduzir
ou eliminar a ventilação.
Se você gosta de velocidade,
então já deve estar
pensando em levantar o motor. Correto!
Elevar o motor de 1 a 4 polegadas
reduz o arraste aumentando a velocidade,
melhora a manobrabilidade e diminui
o calado. Mas deve-se tomar cuidado
ao elevar o motor porque pode-se diminuir
a quantidade de água de refrigeração
e assim superaquece-lo. Atenção
especial deve ser dada ao marcador
de temperatura . Além de superaquecimento,
o uso do motor elevado pode causar
mais vibração. Um hélice
com maior rake e com cup é
recomendado para este tipo de instalação.
Se você levantar excessivamente
o motor a ponto de retirar o hélice
de dentro da água, estará
criando um desbalanceamento das forças
atuantes no hélice, tornando
o barco instável direcionalmente.
Neste caso, se o hélice gira
sentido horário, o barco tenderá
a virar para a direita

Figura acima
- Motor com trim baixo (proa muito
baixa).

Figura acima
- Motor com trim correto.
O que é ângulo trim do
motor ? O ângulo trim de um
motor de popa ou rabeta é o
ângulo entre o fundo do barco
e o eixo do hélice (fig. 14
e 15). Este ângulo pode ser
alterado movendo o motor para perto
da popa, criando um trim negativo
(para dentro), ou para longe da popa,
criando um trim positivo (para fora).
O ângulo ideal é aquele
onde o eixo do hélice fica
paralelo a água quando o barco
esta planando. Esta é a situação
de trim zero. O ângulo de trim
de um motor de popa ou rabeta afeta
diretamente o planeio do barco. O
ângulo de trim deve ser ajustado
para dentro para oferecer melhor aceleração
na partida e menor tempo até
alcançar o planeio e então
ajustado para fora para aumentar o
desempenho do casco. Se o trim estiver
muito para dentro, a proa vai enterrar
na água e assim o casco terá
maior arraste, diminuindo a velocidade,
e a estabilidade direcional, aumentando
o consumo. Se o trim estiver muito
para fora o hélice pode sair
da água, ou então levantar
muito a proa e aumentar o impacto
do casco contra as ondas. Alguns motores
possuem power trim (figura abaixo)
que permitem o controle instantâneo
do trim durante o uso com o simples
toque de um botão.
O power trim controla o ângulo
do motor em relação
ao espelho de popa.
Durante o planeio o ângulo entre
o fundo do casco e a água,
que deve ser entre 3 a 5 graus, tem
total influência no desempenho,
consumo e comportamento no mar.
Na tentativa de selecionar o hélice
adequado para seu barco, proprietários
de embarcações passam
por várias situações
que acontecem com quase todos nós,
e na maior parte das vezes são
simples de identificar e corrigir.
Assim, listamos aqui quatro cenários
diferentes que você pode Ter
vivido.

SE VOCÊ GOSTA DE VELOCIDADE
DEVE LEVANTAR O MOTOR
Cena 1 : De acordo com a especificação
do fabricante, o motor de centro 330
hp de seu barco de 33 pés deveria
alcançar 4500 rpm, embora no
teste da revista ele tenha atingido
4600rpm. Entretanto, no seu barco
ele marca apenas 4100 rpm.
Solução : Se o seu motor
sempre marcou a faixa de 4500 rpm
e agora não possui a mesma
performance anterior, a primeira coisa
a se fazer é uma revisão
no mesmo. Isto deve sanar o problema
a não ser que o hélice
tenha sido danificado. Uma avaria
nas pás pode sobrecarregar
o hélice e assim reduzir a
rotação do seu motor,
mas um dano deste tipo seria acompanhado
de um aumento de vibração.
Se esta cena aconteceu depois da troca
do hélice, certifique-se da
certificação e se os
dados fornecidos ao fabricante estão
corretos.
Cena 2 : Você acelera até
o tope a sua 43 pés Express
Cruiser e nota que a velocidade máxima
é atingida antes da máxima
rotação do motor. Existe
também muita vibração
em alto rpm. Você esta despejando
toda potência em um par de 445
hp de rabeta e girando hélices
de aço inoxidável de
três pás.
Solução : Já
deu para perceber ? Parece cavitação.
A maioria dos hélices cavitam
algumas vezes, especialmente durante
a aceleração, quando
o hélice está realmente
carregado e a velocidade da pá
é alta comparada com a do barco.
Se o hélice começou
a cavitar o tempo inteiro é
bem possível que tenha sido
danificado. Verifique também
se houve algum aumento da resistência
ao avanço do barco. Mais arraste
significa hélice mais carregado,
podendo gerar cavitação.
Este aumento de resistência
pode Ter sido provocado por um equipamento
mais pesado que tenha sido instalado,
ou mesmo um casco muito sujo, cheio
de cracas.
Cena 3 : Você tem uma 22 pés,
tipo Utility Boat para pesca, motorizada
com um 225 hp V-6 de popa. Velocidade
máxima 42 mph a 6000 rpm, mas
você percebe que o motor gira
mais rápido algumas vezes sem
que a velocidade aumente.
Solução : Aumento do
giro sem aumento de velocidade normalmente
é causado por ventilação
que acontece freqüentemente em
manobras radicais em alta velocidade,
especialmente se o motor é
de popa mesmo. Se você percebe
que há ventilação
freqüente, sem mesmo fazer manobras,
o seu motor pode estar montado muito
alto ou com um trim para fora muito
elevado.
Cena 4 : Domingo de sol, você
na sua 25 pés, com dois motores
de rabeta, é tudo que precisa
para um dia de pesca. A não
ser pelo fato de ter sido obrigado
a levar seus dois filhos, os amigos
dos filhos e a esposa, e eles adoram
esquiar. Com seu par de 155 hp girando
hélices 14” x 19”
você possui um barco bem veloz.
Mas quando seus filhos resolvem esquiar
ao mesmo tempo um pouco de torque
extra seria o ideal. O que você
faria para aumentar o torque sem perder
a velocidade tão necessária
para ir a pesca ? Existe alguma solução
para este dilema ?
Solução : Você
pode dimensionar seu hélice
para atingir altas velocidades finais
ou para permitir uma rápida
aceleração, mas não
os dois ao mesmo tempo! Torque necessita
de passo pequeno enquanto alta velocidade
final precisa de um passo grande.
Ou você usa um hélice
diferente para cada situação,
ou então um hélice de
passo regulável. Existem também
alguns fabricantes destes SmartProps
(hélices inteligentes). O passo
varia continuamente, de acordo com
o carregamento das pás, sem
qualquer ajuste manual. Se você
precisa de velocidade final e boa
aceleração, então
o uso de um hélice de passo
variável pode ser a melhor
solução para seus problemas.
Torque-Shift, da Land &Sea, e
Power, da Quicksilver, são
os dois tipos mais conhecidos no mercado.
Acredito que poucas coisas a bordo
de um barco sejam menos complicados
que selecionar um hélice. Antes
de investir em novos hélices,
não poupe esforços para
consultar o expert do estaleiro ou
o fabricante de hélices e motor
que equipa seu barco. Converse com
todos eles. A maior parte das empresas
pode orienta-lo com base nas informações
que você detém sobre
seu barco e o uso que faz dele. Muitas
vezes este serviço é
grátis. Lembre-se que todas
as configurações possíveis
tem pontos positivos e negativos.
Assim, selecionar um hélice
é sempre uma questão
de compromisso. Se você não
se sentir satisfeito com o primeiro
conjunto, tente outras configurações
de propulsores, consulte outro fabricante
ou distribuidor. Tentativa e erro
são partes do processo.
Vamos aproveitar o verão, com
consciência e bom senso, e lembrem-se,
bebida também não combina
com navegação. Vai beber?
Eleja um comandante da vez, habilitado
e apto, é claro.
Empresas que colaboraram na elaboração
do artigo: MTU Motores, Volvo Penta,
Mardiesel,
Michigan Wheel Corp., Quicksilver.
Nautibrás, Revista Náutica,
Jorge Nasseh.
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By
Fabrício Peroni.
Uso
correto dos Flaps
Você sabe usar os Flaps de sua lancha?
Você sabe pra que servem os flaps?
Você sabe o que é um flap? Bom, você
já deve ter reparado na popa de sua
lancha, dois mecanismos parecidos
com duas lâminas, que se movem para
cima e para baixo, simultaneamente,
ou aleatoriamente, conforme o comando
do piloto. Esses são os flaps de sua
lancha. Mas o que são flaps, e para
que servem?
Quando viajamos de avião, notamos
nas asas, junto a raiz, uma superfície
que se desloca para trás e para baixo
durante a decolagem e o pouso, aumentado
a área da asa do avião. Pois é exatamente
esta a função do flap, aumentar a
área de sustentação da asa e criar
uma força de baixo para cima, melhorando
a performance das aeronaves em baixa
velocidade. Agora, o que isso tem
a ver com a minha lancha, perguntaria
você. Pois saiba que os flaps nas
lanchas têm a mesma função que nos
aviões, só muda o meio em que ele
está inserido.
Vamos por partes: Se os flaps ajudam
na sustentação, como devo usá-los,
e como funciona? Quando você vai arrancar
com a sua lancha, principalmente se
ela estiver pesada, você nota que
apesar da potência do motor, ela demora
pra atingir o planeio. Isso se deve
ao fluxo da água passando pelo casco
e tentando criar uma pressão positiva
para empurrar a lancha para cima e
fazê-la entrar em regime de planeio,
que é quando o casco deixa de empurrar
a água a sua frente e passa a navegar
com sua maior parte fora dela. Quanto
maior o deslocamento (peso) da lancha,
maior será a velocidade para atingir
o planeio. É nesta hora que o nosso
amigo flap ajuda na performance.
Com os flaps abaixados, você está
aumentando a área de contato do casco
com a água e forçando uma condição
de empuxo que faz com que a popa da
lancha seja empurrada para cima mais
rapidamente e a uma velocidade mais
baixa, ajudando na aceleração e diminuindo
o tempo para planeio, como nos aviões.
Mas, assim que a lancha atinge essa
condição (planeio), os flaps devem
ser recolhidos pois senão a proa da
lancha vai ficar enterrada na água,
diminuindo sua performance e aumentando
o consumo de combustível.
Outra função atribuída aos flaps é
a de equilíbrio em velocidade.
Se o peso da lancha está mal distribuído,
pessoas concentradas em um dos bordos,
caixas de gelo mal posicionadas ,
ou qualquer outra anomalia que faça
a lancha se inclinar para um dos bordos,
esse problema pode ser corrigido pelos
flaps. É só abaixar a lâmina do lado
que a lancha está inclinada para poder
corrigir o problema. Mas lembre-se
que isso pode lhe causar um aumento
do consumo de combustível, então o
melhor mesmo é corrigir o posicionamento
da carga e das pessoas a bordo. Da
próxima vez que você for navegar,
dê uma volta em torno de sua lancha
fora da água e observe os detalhes
do casco, da popa, dos hélices e dos
flaps, isso lhe ajudará a conhecer
seu equipamento e a se familiarizar
com seu uso em seus passeios.

1a-
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Bússola
- Uma Antiga Aliada
Bem pessoal, como tema de estréia
desta coluna em nosso site, vamos
falar de um equipamento básico e obrigatório
em qualquer embarcação. Um equipamento
simples, cuja invenção é creditada
aos chineses por volta do ano 2000
A.C. Isso mesmo, vamos falar sobre
a bússola.

A bússola é um equipamento muito simples,
cuja agulha aponta sempre para o eixo
norte-sul ao seguir sempre o norte
magnético da terra. Data do século
XV o conhecimento da declinação magnética,
que é a diferença entre o norte magnético,
indicado pela agulha e o norte verdadeiro
da Terra. Essa descoberta é atribuída
aos Portugueses. A declinação era
verificada pelo confronto com observação
da Estrela Polar quando no hemisfério
norte, ou da estrela Pé do Cruzeiro,
quando no hemisfério Sul, e a direção
da bússola. A partir da agulha que
aponta sempre o norte magnético da
terra e com o conhecimento dos pontos
cardeais norte, sul, leste e oeste
obtêm-se um rumo ou uma rota a ser
traçada.
Mas a questão é, você sabe utilizar
a bussola corretamente?
Imagine a cena. Você acabou de comprar
uma lancha maior, lancha de pesca,
linda, estalando de nova, bem equipada,
gerador de energia, equipamentos eletrônicos
de última geração, cartas eletrônicas
de toda a costa brasileira, radar,
GPS e tudo mais que você tem direito.
Lá no meio do painel um instrumento
analógico, meio feio, que destoa de
toda tecnologia eletrônica que está
instalada.. Preparado para realizar
um grande sonho, pescar em alto mar,
aqueles peixes brigadores, enormes,
vistos apenas pela televisão, ou fotos.
Dá a partida, lancha abastecida, iscas
das mais variadas, amigos empolgados,
cervejinha gelada, e vamos embora.
O marinheiro "experiente que
é", liga a carta eletrônica e
vai seguindo, o mar azul à frente,
a costa cada vez mais longe a ponto
de sumir de vez da visão. Pronto,
no local indicado pelos outros amigos
pescadores já previamente programados
no GPS, joga a primeira linha na água.
Sonho realizado, vai ficando até o
cair da noite, pois está dando peixe.
O marinheiro com toda atenção do mundo
nas cartas eletrônicas para não perder
a posição, vai levando a sua linda
lancha tranquilamente enquanto você,
entre uma cerveja e outra, vai fisgando
os peixes tão sonhados. Nem se deu
conta que a noite caiu, quando de
repente, o experiente marinheiro grita
lá do comando: "Dotô, aconteceu
uma tragédia. O GPS apagou e as telas
estão todas escuras." E agora,
o que fazer? Como vamos achar o caminho
de volta, que estava previamente traçado
nas cartas. Daí vem a grande idéia
do experiente marinheiro: "Não
se preocupe Dotô, daqui dá pra ver
o clarão da cidade e vamos voltar
pelo rumo da luz. Ok, felicidade geral,
proa para o clarão e vamos embora.
De repente, chegando perto do porto,
você nota alguma coisa diferente.
Aquele farol está do lado errado da
entrada do porto, e a barra está mais
agitada. Mas tudo bem, você tomou
umas a mais e acha que não reparou
direito na saída. Então, cadê a Marina?
Onde está a entrada? Se nós viemos
certinho seguindo o clarão da cidade,
o que deu errado? Aí você se dá conta
e resolve perguntar para alguém onde
está, e descobre que foi parar na
cidade vizinha.
Parece irreal, mas é mais comum do
que parece. Hoje ninguém se interessa
em saber como funciona ou como se
usa uma bússola. Este equipamento
continua obrigatório nas lanchas por
não precisar de energia para funcionar
e por ser preciso na indicação do
rumo a seguir. É sempre útil em qualquer
embarcação, nos seus mais variados
modelos e tamanhos, portáteis ou fixas,
mas sempre com a mesma função, indicar
o caminho a seguir.
Portanto, da próxima vez que você
sair para navegar, não se esqueça
de dar uma boa olhada na bussola e
marcar o rumo que está seguindo, pois
nunca se sabe se você vai precisar
do sentido inverso para retornar.
Ah e não se esqueça: nada de deixar
chaves, latas, ferramentas ou qualquer
objeto metálico ferroso perto da bússola,
pois pode causar um desvio da agulha
e lhe dar uma falsa informação. Vamos
ficar atentos, eletrônica moderna
embarcada é sempre bom, mas o que
pode te salvar é o velho instrumento
de mais de quatro mil anos.
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também quis fazer parte do blog Náutico de Pernambuco
e decidimos estrear com H U M
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o carro anfíbio mais rápido do mundo!
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americanos só para colocar o nome na lista
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ou um canalponte, o que isso realmente seria?
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Como
Adoçar seu jet:
O passo a passo para lavar como se deve uma
moto aquática
Não importa se o seu jet está
mais do que molhado ou se o passeio durou
menos de cinco minutos. Depois do uso, é
preciso lavá-lo. E com água
doce, mesmo que ele não tenha sido
usado no mar. Guardar um jet sem, no mínimo,
uma mangueirada de água limpa é
pedir para que ele dure pouco. Entre outros
malefícios, a sujeira tornará
o casco encardido e a maresia, no caso do
uso na água salgada, se encarregará
de corroer rapidamente todos os metais. Se
você navegou apenas por águas
doces e limpas e pretende voltar a usá-lo
no dia seguinte, uma boa mangueirada já
resolve. Mas se, ao contrário, for
guardá-lo por um bom tempo, é
preciso tomar muitos outros cuidados, como
o uso de xampus e lubrificantes. O motor,
então, merece atenção
especial. É necessário “adoçá-lo”
(lavá-lo com água doce), para
limpar o sistema de refrigeração
e evitar que a transmissão trave e
crie ferrugem nos componentes internos. Como
fazer isso? Simples: seguindo o passo a passo
abaixo, que, completo, não leva mais
de uma hora. Ligue a mangueira e mãos
à obra. Seu investimento merece.
1. Procure um lugar abrigado do sol e use
um suporte para inclinar o jet cerca de 20
graus, para que a água do porão
escorra para o fundo
2. Enquanto prepara uma solução
de água com sabão, abra o bujão
para que toda a água concentrada no
fundo do porão escorra para fora.
3. Com uma mangueira de alta pressão
e água em abundância, dê
um longo banho no casco para tirar todo o
excesso de areia e água salgada. Use
água com fartura.
4. “Adoce” o motor. Para isso,
use o encaixe para mangueira que há
nos jets. É importante que a água
tenha pressão para que “lave”
toda a transmissão e retire as impurezas
e resíduos da maresia.
5. Na seqüência, ligue o motor
e o mantenha funcionando por cinco minutos,
com a mangueira atada nele. Não é
necessário acelerar, apenas deixe-
o ligado.
6. Enquanto isso, aproveite para tirar o
excesso de areia na saída da turbina.
Engate também a ré, para limpar
por trás da turbina. Depois, desligue
o motor.
7. Para ensaboar, use uma esponja de espuma,
já que é o único material
que não agride a pintura do casco.
Não economize no sabão ou xampu.
8. Enquanto a espuma faz efeito, retire o
banco e, com uma mangueira (esta sem pressão!),
enxágüe o motor, mas não
deixe que entre água no filtro de ar.
9. Com a mesma esponja, esfregue o motor
e tudo o que estiver ao seu redor, principalmente
os cantinhos e o fundo do porão. Enxágüe
novamente.
10. A secagem é fundamental. Qualquer
gotinha esquecida no porão pode deixar
seu jet mofado por dentro. Para isso, use
panos, aspirador de água e até,
se for o caso, bombas de ar comprimido.
11. Com uma pequena bomba manual, aplique
silicone líquido para lubrificar e
proteger todas as partes mecânicas,
principalmente o motor e a turbina
12. Para manter o brilho e prolongar a aparência
de jet novo, encere o casco. Faça isso
todo mês. Só cubra o jet depois
de o banco secar completamente, para não
mofar.
Fonte: Por Otto Aquino - Naútica
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2b-
CUIDADOS
ESSÊNCIAIS PARA A PRESERVAÇÃO DE SEU JET
SKI
Toda
vez que for utilizar seu JET SKI, preferencialmente
um dia antes, verifique a carga da bateria,
caso esteja baixa, dê carga lenta (aparelho
de carregar bateria pode ser adquirido em
qualquer motos-peça ou lojas semelhantes a
um custo inferior a R$ 150,00), isso lhe ajudará
a não ficar na mão quando for dar a partida
no JET SKI já dentro d'água.
Se
a bateria não estiver carregando, podem ocorrer
outros problemas com seu JET SKI, ou a bateria
está com defeito e tem que ser trocada
ou o retificador que está com problema
(retificador é a peça que alimenta a bateria
do jet ski, a grosso modo, semelhante a um
alternador de veículo). Nesse caso procure
o auxílio de um mecânico especializado em
JET SKI.
Verifique também as condições das velas, sua
cor deve estar parecida com a cor do café
com leite, caso contrário elas não estão queimando
corretamente, então troque-as (este item
também não é caro e faz muita diferença
para seu JET SKI).
Depois da utilização do JET SKI é recomendável
sua lubrificação com óleo WD40, Silicone Líquido
ou um produto semelhante, para sua
melhor preservação.
Sempre lembrando que se a utilização do JET
SKI se der em água salgada é necessário "adoçar"
o motor, ou seja, que o motor seja colocado
em funcionamento em água doce, para amenizar
os efeitos da corrosão pelo sal, recomenda-se
também, lubrificar os pistões com óleo WD40
ou semelhante (para isso, basta retirar as
velas e adicionar o lubrificante).
Importante também colocar seu JET SKI em funcionamento
mesmo fora da água, pelo menos 1 (uma) vez
por semana, basta ligá-lo durante 10 a 20
segundos.
MECÂNICO
ESPECIALIZADO EM JET SKI
Quando seu JET SKI necessitar de serviços
de mecânica ou elétrica, leve-o sempre em profissionais
que só trabalham com JET SKI, pois no mercado
existem muitos mecânicos de moto que acham saber
mexer em JET SKI.
Tais
"mechanicos" podem comprometer ainda
mais seu JET SKI, portanto muito cuidado
com o profissional a escolher para mexer
em seu brinquedinho.
ÓLEO
PARA JET SKI 2 TEMPOS
Para
motores que equipam os JET SKIs marca Sea-Doo
é recomendado óleo que atendam ou superem
a especificação API-TC e JASO-FC, de preferência
SINTÉTICO ou ao menos de BASE SINTÉTICA, nunca
utilize óleo mineral.
Dentre as marcas conhecidas aqui no Brasil podemos
citar: MOTUL, CASTROL TT NAUTICO, UNIOIL,
SHELL, etc.
Para
motores que equipam os JET SKIs marca Yamaha
é recomendado óleo que atendam ou superem
a especificação TCW-3. São marcas conhecidas: MOTUL,
YAMALUBE, UNIOIL, SHELL, etc.
BATERIA
Sempre utilize em seu JET SKI a bateria
especificada pelo fabricante, não necessariamente
a mesma marca, mas sempre com a mesma voltagem
e principalmente amperagem.
Muitos utilizam baterias de carro no JET SKI,
e estas baterias possuem amperagem muito maior
do que as recomendadas para JET SKI, o que
danifica a parte elétrica - retificador (que
é o responsável por recarregar a bateria,
quando do funcionamento do JET SKI) e
também pode danificar seu motor de arranque,
eis que o mesmo não suporta seguidas partidas
sem um tempo de intervalo.
A
bateria original da maioria dos modelos de
JET SKIs 2 tempos é de 12 volts e 19 ampéres.
Pode se utilzar também baterias de 12 volts
e de 16 a 18 ampéres.
As
baterias seladas também são recomendadas pela
facilidade e comodidade de não precisar verificar
nível de água.
Atenção:
Caso seu JET SKI não funcione com uma partida
normal (de 2 a 7 segundos no máximo),
estando a bateria carregada e em boas condições,
há algo de errado com seu JET SKI, (pode ser
carburação, velas, motor sem compressão,
motor de arranque, parte elétrica, etc), portanto
não force a partida demasiadamente para
não danificar outros componentes.
BOMBA
INJETORA DE ÓLEO OU TAMBÉM CONHECIDO COMO
AUTOLUB - JET SKI 2 TEMPOS
Caso
você tenha ou venha adquirir um JET SKI equipado
com motor 2 tempos, seja ele de qual marca
for, certamente ele possui essa bomba injetora
de óleo, que serve para lubrificar o motor.
Essa bomba ou autolub nada mais faz do que misturar
óleo com a gasolina, para que o motor
não trave.
Recomenda-se a inutilização do autolub para
que se evite o travamento do motor em caso
de mal funcionamento do autolub.
É
verdade que é muito mais prático e cômodo colocar
a gasolina no tanque e o óleo no reservatório
do que ter que ficar misturando a quantidade
certa de óleo na gasolina. Mas uma simples
falha no autolub pode travar o motor do JET
SKI, e não fica barato ter que refazer o motor
por simples comodidade.
QUANTIDADE CORRETA DE ÓLEO A MISTURAR
NA GASOLINA - JET SKI 2 TEMPOS
Misture sempre 2% (dois por cento) de óleo
aplicada sobre a quantidade de gasolina.
Exemplo:
Se eu for abastecer meu JET SKI com 20 litros
de gasolina, tenho que colocar 400ml de óleo.
IMPORTANTE:
Sempre misture o óleo na gasolina em um galão
ou recipiente apropriado, nunca coloque a
gasolina no tanque do JET SKI e depois o óleo,
pois a mistura não se efetivará adequadamente.
SEMPRE
UTILIZE GASOLINA SEM CHUMBO E JAMAIS ABASTEÇA
COM GASOLINA ADITIVADA - SEMPRE GASOLINA
COMUM.
VERIFICAR ÓLEO DA TURBINA
Verifique a cada verão o óleo da turbina de
seu JET SKI, pois, se o nível de óleo estiver
baixo, certamente sua turbina irá travar,
podendo ocasionar vários problemas, dentre
eles: entortar a ponta do virabrequim, entortar
o eixo de transmissão, desgastar a cinta da
turbina, inutilizar os rolamentos da turbina,
etc.
Para
verificar o óleo da turbina basta soltar o
direcionador, retirá-lo, soltar o parafuso
"alem" que fica no copo da
turbina e verificar o nível do óleo com a
própria chave "alem".
Caso
a ponta da chave "alem" não fique
molhada, adicione mais óleo de turbina para
completá-lo.
IMPORTANTE:
Sempre utilize óleo sintético (pode-se utilizar
óleo de câmbio de veículo, desde que sintético)
- Recomenda-se o óleo utilizado no câmbio
dos motores Ford Zetec.
Nunca misture óleo sintético ao mineral,
pois certamente danificará sua turbina. Caso
não tenha certeza do óleo que está na turbina
do seu jet ski, remova todo o óleo da turbina,
retirando o "copinho" em forma de
cone - aquele fixado com 3 parafusos, lave
com gasolina em abundância e adicione
65
ml de óleo sintético.
Cuidado na recolocação do "copinho"
pois ele possui um oring de vedação que deve
estar ajustado e recomenda-se também utilizar
junta líquida para velhor vedação.
CUIDADOS
AO TRANSPORTAR O JET SKI
Sempre que transportar o Jet Ski, principalmente em
carretas rodoviárias, certifique-se que ele
está devidamente amarrado. Utilize cintas
do tipo catracas, pois lhe garantirá maior
segurança.
É
muito importante também verificar se o banco
do Jet Ski está bem preso (aqueles que são
transportados sem capa de proteção), pois
há diversos casos em que no transporte se
perde o banco, e isso provavelmente só será
percebido quando você chegar a seu destino,
pois o banco do Jet Ski fica fora do
campo de visão do retrovisor da maioria dos
veículos. Vale a pena passar uma amarra por
cima do banco e prendê-la à carreta,
pois um banco usado em bom estado custa cerca
de um mil reais.
Ademais, a carreta deve estar em bom estado,
pneus bons, parte elétrica funcionando,
emplacada e licenciada, para evitar transtornos.
É essencial também, como medida de segurança,
ter uma corrente no engate da carreta para
prendê-la ao engate do carro quando for tracionar,
assim, com esta simples medida podem-se evitar
graves acidentes.
CUIDADOS
NO ARMAZENAMENTO DO JET SKI
Principalmente no inverno é difícil a utilização
do Jet Ski, assim, devemos ter certos cuidados
para preservá-lo.
Sempre que o Jet Ski ficar parado por longos
períodos, se faz necessário esgotar o tanque
de combustível e também a gasolina que está
no carburador. Para fazê-lo, basta retirar
toda gasolina do tanque, deixar a chave
de combustível na posição fechada e ligar
o Jet Ski até parar de funcionar por
falta de combustível.
ATENÇÃO:
Esse processo de deixar o Jet Ski ligado para
secar o combustível do carburador não
deve exceder a 20
segundos
de funcionamento fora d'água. Caso perceba
que se passaram mais de 20 segundos e a gasolina
do carburador não secou, desligue o Jet Ski
e aguarde até o motor esfriar, em seguida
repita a operação.
Necessário também deixar a bateria desconectada,
para não descarregá-la.
Quando for ativar o Jet Ski novamente, é importante
colocar gasolina e óleo novos no tanque,
e adicionar um pouco direto no carburador,
para que ele de partida sem forçar tanto o
motor de arranque e demais peças. É bom também
trocar as velas antigas por novas, para uma
melhor queima, respeitando sempre as Velas
indicadas pelo fabricante do Jet Ski, como
por exemplo, nos modelos 2 tempos da Sea-Doo,
recomenda-se as velas NGK BR7ES ou NGK BR8ES.
DOCUMENTAÇÃO
Ultrapassada a análise quanto ao produto em
si, deve-se verificar a procedência do mesmo
através de sua documentação.
Todo
Jet Ski deve possuir uma Nota Fiscal referente
a aquisição, sendo que esta é utilizada para
dar entrada na documentação junto a Capitania
dos Portos, após emissão da documentação pela
Capitania, a nota fiscal lá fica arquivada.
São
documentos de porte obrigatório na embarcação:
O "TIEM" Título de Inscrição de
Embarcação Miúda, O Seguro Obrigatório devidamente
quitado e o Termo de Responsabilidade da embarcação,
além da Carteira de Habilitação Amador do
condutor.
Quando da aquisição de um Jet Ski deve-se
verificar também a existência do documento
de Autorização para Transferência de Propriedade,
o qual, após devidamente preenchido e reconhecido
firma por autenticidade em Cartório pelo Vendedor é
apto a transferir a propriedade ao Comprador.
Importante também, antes de adquirir um Jet
Ski, verificar junto a Capitania dos Portos
em que o mesmo está inscrito, através de seu
número e nome de inscrição, para constatar
se não há débitos, multas ou pendências
administrativas do mesmo.
A
documentação pode ser feita através de despachante
ou mesmo pelo proprietário diretamente na
Capitania dos Portos de sua região.
FONTE: JETSPORTS
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Primeiramente
é muito importante levar em consideração
as condições financeiras de quem pretende
adquirir um JET SKI, pois sua manutenção
infelizmente ainda custa muito caro em
nosso país.
Outro ponto a ser avaliado é se o comprador
pretende adquir um modelo de andar em
pé ou sentado, geralmente quem adquiri
o primeiro JET SKI prefere os modelos
de andar sentado, tendo em vista as
dificuldades de utilização do outro
modelo.
A
dúvida que surge depois é qual marca
escolher, Sea Doo, Yamaha, Kawasaki,
Polaris, etc. Sem dúvida alguma, os
modelos mais comercializados no Brasil
é o Sea-Doo e o Yamaha, pois também
são as marcas com maior número de concessionárias
e assistência técnica.
Segundo
muitos mecânicos, os modelos mais simples
da marca Sea Doo (modelos SP, SPI, SPX, XP,
GTX e GS, equipados com motores
580cc, 650cc e 720cc) são comparados
ao FUSCA, tendo em vista a facilidade em
adquirir peças de reposição, bem
como preços mais acessíveis. Já os modelos
de 800cc com 110hp e 901cc com 130hp são
mais velozes, contudo com um custo de
manutenção mais elevado.
São
também bem aceitos os modelos da marca Yamaha,
agora com mais facilidades na aquisição
de peças de reposição.
Surgiram
a poucos anos, os modelos de JET SKI
4 tempos, também como uma exigência
legal nos USA, devido a poluição do
meio ambiente, sendo que a partir do
ano de 2006, com raras exceções, serão
produzidos somente estes modelos.
Contudo,
com o passar dos anos e a ajuda do dólar
enfraquecido, está mais acessível a
aquisição de um JET SKI 4 tempos, porém
sua manutenção ainda continua muito
mais cara em relação aos Jet's 2 tempos.
O
QUE É JET SKI DE 4 TEMPOS?
Esses
JET SKIs não necessitam da injeção
de óleo para fazer a lubricação do motor,
como nos modelos 2 tempos, o que garante
uma economia de combustível muito maior
além de preservar por muito mais tempo
a vida útil do motor e o meio ambiente.
Sua
refrigeração, é feita através de um
sistema muito semelhante ao radiador
de um carro - circuito fechado, ou seja,
não capta água externa, o que é muito
vantajoso para as pessoas que navegam
em água salgada, não precisando "adoçar"
o motor.
Quanto
a alimentação de combustível, também
é muito semelhante a de um veículo atual,
pois utiliza injeção eletrônica, o que
garante melhor desempenho e economia
de combustível.
Especialistas
afirmam que um motor 2 tempos tem a
vida útil aproximada de 400 horas, já
os motores 4 tempos tem vida útil aproximada
de 1800 horas, ambos sendo devidamente
utilizados, segundo as recomendações
de cada fabricante e seguindo rigorosamente
o plano de manutenções.
Em
relação ao custo, os JET SKIs de 4 tempos
são bem mais caros que os de 2 tempos,
contudo, os preços tendem a baixar,
pois não serão mais produzidos os modelos
de 2 tempos.
Cresce
a cada ano os adeptos do JET SKI, e
sem sombra de dúvidas, o modelo de 2
tempos ainda predomina em nosso
país, tendo em vista o custo mais acessível
e a facilidade de manutenção deste
modelo.
JET
SKI COM FREIO E SUSPENSÃO...????
Pois
é, a sea-doo acaba de lançar (ainda
para o mercado americano) um jet ski
com freio e suspensão.
O
modelo utiliza-se de um sistema de freio,
semelhante a ré, contudo com acionamento
no próprio guidão, fazendo o jet ski
parar bem mais rápido do que os modelos
convencionais. Já o sistema de suspensão
é composto por dois cascos, com sistema
de amortecimento que deixa muito mais
confortável a navegação.
Essas
novidades vovê pode conferir no site
da sea-doo -
www.seadoo.com
No
site você também pode conferir os testes
de outros modelos de jet ski, como o
RXP X que de 0 a 80Km é mais rápido
do que uma Ferrari, confira.
VALE
A PENA COMPRAR UM JET SKI COM MOTOR
FUNDIDO?
Esta
avaliação deve levar em consideração
que para se fazer um motor de JET
SKI (os modelos mais tradicionais e
simples, como os elencados acima) gasta-se
em média de R$ 3.500,00 a R$ 4.500,00,
incluíndo-se peças novas de ótima
qualidade (pistões, bielas, rolamentos,
juntas, retentores, oring's, engrenagem
de 14 dentes e válvula rotativa,
etc.) e mão de obra especializada.
Consegue-se retificar o motor com peças
de qualidade inferior por um valor menor,
contudo compromete-se o funcionamento
adequado bem como a vida útil do mesmo.
São
marcas confiáveis de peças, além das
originais, WSM, ProX, Hot Rods e Wiseco,
etc.
Muitas
vezes é interessante adquirir um JET
SKI com motor fundido, pois desconta-se
o valor do conserto na negociação e,
ademais o proprietário terá certeza
de possuir um JET SKI com motor realmente
novo.
O
ponto negativo é que nunca se sabe se
falta mais alguma coisa no JET SKI,
ou seja, se é realmente só o motor que
está fundido, pois sem funcionar o JET
SKI podem estar faltando ou estar danificados também componentes
da parte elétrica, turbina, etc.
Quando
se tratar de um Jet Ski 4 tempos, com
motor fundido, ainda mais cuidado para
sua aquisição, pois certas peças, como
por exemplo, o bloco do motor pode custar
até R$ 10.000,00, chegando a inviabilizar
o negócio.
Desta
forma, é muito importante ter alguém
que realmente conheça para avaliar
a compra de um JET SKI que não funciona,
caso contrário poderão haver surpresas
desagradáveis e onerosas.
ALGUMAS
DICAS PARA AVALIAR A COMPRA DE UM JET
SKI - 2 TEMPOS
A
primeira coisa a se analisar no JET
SKI são as condições do casco, ver por
baixo se não está quebrado, lascado,
trincado, etc. Riscos são normais na
parte inferior, desde que superficiais.
Em
questão de estética verifique se o JET
SKI possui os adesivos originais de
fábrica, pintura, estado da capa do
guidão, capa do banco, alça traseira,
para-choques, etc.
Quanto
ao motor, é importante ter em mãos o
aparelho para se mediar a compressão
do mesmo. Nos modelos tradicionais,
SP, SPI, SPX, XP - Sea Doo - deve estar
acima dos 130 psi. O motor
novo deve estar em torno de 150 a 160
psi. - Caso contrário significa
que o motor está com baixa compressão
e precisará ser refeito.
Na
parte elétrica verifique se todos os
componentes do JET SKI funcionam corretamente,
como marcador de gasolina, trim, etc.
As maiorias dos JET SKI usados não funcionam,
o que não lhe acarretará maiores problemas.
É
muito importante verificar se o JET
SKI possui o módulo CDI que regula a
rotação do motor, dentre outras funções.
Para saber, basta ligar o JET SKI, mesmo
fora da água, e acelar o motor em seu
máximo, caso o motor não corte
o giro, isso signica que o JET não possui
o módulo CDI.
Análise
também a turbina do JET SKI, para isso
deve levá-lo a água e se possível testá-lo
com duas pessoas embarcadas. Acelere
o JET e verifique se ele arranca
rapidamente ou se patina, caso patine
provavelmente precisa ser trocada a
cinta da turbina, ou a hélice não está
em boas condições de uso, ou ainda as
chamadas "janelas" da turbina
podem estar quebradas.
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Veja o que fazer para evitar o maior causador de naufrágios,
o fogo
Por Otto Aquino
Da Náutica 236
Apesar detodos os avanços tecnológicos e da introdução de novos sistemas de segurança nos barcos, incêndios ainda acontecem. São poucos, é verdade. Mas, quando ocorrem, não costumam ser menos devastadores. Aliás, causam mais perdas que os próprios naufrágios! Isso acontece porque as matérias-primas usadas na confecção dos cascos são altamente inflamáveis. Além disso, existe o uso intensivo de materiais combustíveis a bordo, como plásticos, borrachas, painéis, bancos, madeiras, carpetes e tapetes. Basta um curto-circuito provocado por uma instalação mal feita ou mal conservada ou uma sobrecarga de energia e o seu sonho pode virar cinzas — sem contar o risco verdadeiro para os ocupantes do barco. Por isso, no caso de prevenção contra o fogo, é indiscutível a necessidade de seguir à risca todas as normas de segurança. Como estas aqui.
O que fazer:
Quatro passos essenciais em uma emergência:
1 Desligue imediatamente a chave geral
2 Corte a passagem de combustível para o motor
3 Use o extintor e feche o ambiente, para abafar o fogo
4 Deixe a tripulação a barlavento, onde as chamam não chegam
O que não fazer:
Nada de gambiarras na parte elétrica do barco! Fios e conectores são os principais gatilhos na maioria dos incêndios a bordo.
Álcool é altamente inflamável. Perto de um fogão, então, é perigo na certa! Por isso, prefira sempre o álcool na forma de gel, que não inflama. Mesmo assim, mantenha-o longe das fontes de calor.
Botijões de gás, quando inevitáveis a bordo, devem ficar só nas áreas externas e bem arejadas, e com a válvula protegida do sol.
Instale um exaustor no compartimento do motor. Ele deve ser acionado antes de dar a partida, para liberar os vapores da gasolina.
Não deixe objetos nem nada solto dentro do compartimento do motor, porque podem enroscar nas correias e gerar fagulhas.
Antes de dar a partida, sinta se há cheiro de gasolina no compartimento dos motores. Se houver, não ligue o barco.
Motores a diesel correm menos riscos de incêndio, pois o ponto de fulgor do óleo diesel (temperatura na qual o combustível inflama) é de apenas 60 graus. Mesmo assim, convém não descuidar.
Mantenha sempre um extintor perto do piloto. O ideal, porém, são três: um com ele, outro na proa e um terceiro na popa.
Forros, estofamentos e almofadas devem ser confeccionados com material que não pega fogo – sim, existe!
Evite guardar gasolina nos paióis, especialmente dentro de embalagens plásticas. É que os simples vapores desprendidos da superfície desse material já podem entrar em combustão.
Os tanques de gasolina devem ficar bem afastados do motor o que evita o contato com o calor gerado por ele.
Use apenas mangueiras especiais para gasolina. E coloque duas braçadeiras em cada conexão da mangueira de abastecimento.
Vistorie todas as braçadeiras dos tubos a cada seis meses, no máximo. Elas devem ser de aço inox.
Prefira tanques de alumínio ou de polietileno. Os de aço inox podem causar vazamento nas soldas se as chapas forem finas demais.
Os curto-circuitos causam fogo. Equipamentos inadequados e sobrecarga de energia são alguns dos erros mais comuns.
Todos os fios devem ser estanhados, o que evita a corrosão. E os circuitos devem ser protegidos por disjuntor ou fusível.
O cabo do motor de arranque precisa ter fusível próprio, para que, em caso de pane, não haja curto-circuito.
As baterias devem estar separadas do motor e ficar sempre acima da linha d’água.
Os terminais da bateria devem ser prensados e não soldados, para evitar que os cabos se soltem. A bateria deve ser bem fixada, para que não vire com o balançar do barco.
Se você permitir que fumem a bordo, faça com que isso aconteça apenas no convés, jamais dentro da cabine.
Ao abastecer, desligue o motor, não fume, não cozinhe e não use nenhum aparelho elétrico. Em um barco, prevenção nunca é demais.
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OBS: As informações foram
enviadas pelos respectivos colunistas e editado pela
nossa equipe PE Náutica
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